O risco público refere-se a situações de violência que podem ocorrer em espaços públicos, colocando em risco as instalações ou bens das empresas e a integridade física das pessoas. Em alguns contextos, particularmente na América Latina, a força de trabalho opera num ambiente de disjuntivas sociais que afetam o setor produtivo. Estas novas realidades laborais resultam de estilos culturais próprios de cada país e das novas práticas de trabalho daí emergentes.

Uma característica fundamental do risco público é o comportamento humano com a intenção de causar dano. É, por isso, crucial estudar o campo da criminalidade e a sua psicologia, dado que as novas condições sociais têm impacto nos ambientes de trabalho e, especificamente, na saúde dos trabalhadores nas organizações.

Causas do Risco Público

Diversos fatores contribuem para o risco público, nomeadamente:

  • Perda de valores entre as novas gerações;
  • Baixa oferta de empregos formais;
  • Dificuldade no acesso à educação;
  • Descontentamento social, gerando manifestações e falta de resposta por parte das entidades governamentais;
  • Aumento da corrupção;
  • Aumento da pobreza e da desigualdade.

Os países que desejam intervir no risco público devem reconhecer a importância da sua gestão para melhorar a qualidade de vida, a saúde laboral, a adaptação às crises sociais e a proteção dos seus bens.

Medidas Preventivas para Controlar o Risco Público

As organizações devem identificar as ameaças de acordo com o ambiente sociolaboral em que desenvolvem as suas atividades, de forma a adotar medidas adequadas à sua situação económica. As empresas devem implementar controlos à sua medida, que podem ser básicos ou mais estratégicos, sendo estes últimos obrigatórios para setores mais suscetíveis a este tipo de situações.

Medidas Básicas de Prevenção

Incluídas no plano de emergência, as medidas básicas contemplam:

  • Preparar o pessoal para agir em situações de alto risco (procedimentos operacionais normalizados);
  • Canais de comunicação seguros e procedimentos claros;
  • Alternativas de transporte mais seguras;
  • Apoio psicossocial aos trabalhadores.

Outras medidas básicas incluem:

  • Canais de comunicação seguros;
  • Sistemas de resposta coletiva (planos de ajuda mútua);
  • Protocolos de autocuidado;
  • Contratação de serviços de proteção com entidades competentes.

Medidas Preventivas em Situações Específicas

Existem medidas preventivas adaptadas a diversas situações:

  • Ao conduzir: manter os automóveis trancados, não deixar objetos de valor à vista (malas, computadores), usar estacionamentos conhecidos.
  • Em deslocações a pé: transitar em zonas iluminadas e movimentadas, evitar andar com as mãos ocupadas, não usar objetos vistosos.
  • Em transportes públicos: manter a mala ou mochila sempre à vista e sob controlo, evitar as horas de ponta, não usar objetos de valor à vista.